segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sobre a Homossexualidade

A adolescência é difícil de "passar" sem crises e sem medos, mas a adolescência gay supera isso tudo (pela negativa).

É o "peso" dos amigos e da família que está em causa e é a presumível perda destes que os faz mentir e ocultar a verdade acerca deles próprios. Mostra-se tudo o que os outros gostam de ver, mas nãose mostra quem realmente se é ou se quer ser. O medo de ficar sozinho no meio da adolescência é terrível, o medo de ser abandonado é mortífero.

Pensa-se em matar-se porque se é "aberração", inútil, motivo de desgosto e alguns passam da teoria a prática e colocam termo a uma vida que os incrimina sem que estes tenham cometido um crime.

Tem que se manter aparências para ficar ou aderir a um grupo de amigos, tem que se abdicar dos sonhos, das ilusões e acaba-se sempre por cair na mais terrível das sensações que é estar só no meio de tanta gente que até pensam saber tudo sobre estas pessoas.

Tem-se sentimentos que se tenta apagar, entra-se em relações que só nos fazem mal e passa-se a pensar que a homossexualidade só pode ser vivida em silêncio e em encontros amorosos para assim saciar o desejo (sexo por sexo).

Tem-se crises em que não se quer  ver ninguém, deixa-se de gostar de viver e passa-se a odiar o próprio ser por pertencer à comunidade LGBT. Se se sair numa noite estrelada e a contemplar não se pensa quantos "nadas" como a Terra existem a girar à volta da sua estrela. É assim que se sentem, um nada. E preocupam-se com a sociedade, com o vizinho, com os amigos? 

Têm direito à vida, têm direitos, são Humanos e não devem ter medo de ficar sozinhos porque isso nunca acontecerá, só acontece nas suas cabeças enquanto descobridores deles próprios.

Portugal é um país liberal e só precisa de um empurrão para que todos sejamos iguais.


Adoção Homoparental

Homoparentalidade é o fenómeno da parentalidade que envolve uma ou mais pessoas homo ou bissexuais, seja um pai ou uma mãe no singular ou um casal de pessoas do mesmo sexo.

Nas últimas décadas tem havido uma maior expressão no reconhecimento de direitos parentais a pessoas LGBT, sendo que diversos países e jurisdições em todo o globo têm debatido o assunto e legislado nesse sentido, tanto na atribuição de direitos como na proibição dos mesmos.

Muitas são as vozes que se fazem ecoar quando o assunto é a adoção por casais do mesmo sexo. Afirma-se que, baseando-se nos ideiais da Igreja Católica, uma família deve ser constituída por um pai e uma mãe. No entanto, não será melhor para uma criança encarar o facto de ter dois pais ou duas mães do que estar num orfanato ou alguma instituição do mesmo género onde genericamente não recebe o mesmo tratamento, amor e carinho que pode receber numa casa com um ambiente familiar propício a um bom crescimento? Muitas das crianças que se encontram nestas intituições foram abandonadas pelas famílias e quiçá maltratadas.

Opiniões contra a adoção homoparental referem que as crianças podem vir a sofrer de discriminação, tal como os pais podem ter sofrido, que podem ser maltratadas na escola. Contudo, se a sociedade não discriminasse pessoas apenas pela sua orientação sexual, esta justificação não seria válida. Com isto, será melhor encarar que a sociedade é inalterável nos seus valores ou que uma criança pode ser feliz com dois pais ou duas mães?

LGBT e o Desporto

A atividade desportiva foi desde sempre associada aos homens másculos, inicialmente da Grécia, que corriam, lutavam e competiam para provar qual seria o melhor. Aqui o desporto era uma espécie de culto no qual os homens apreciavam os corpos uns dos outros, chegando a realizar encontros entre eles com a finalidade de se relacionarem fisicamente. As mulheres eram completamente postas de parte. Com o Cristianismo, as relações homossexuais começaram a ser vistas como um pecado, algo que não devia acontecer. Hoje em dia esta ideia ainda perpetua mas felizmente cada vez mais atenuada.

Foi uma grande conquista para as mulheres começarem a ser aceites no mundo desportivo. No entanto, pouco se fala em desporto feminino sendo que os grandes montantes de dinheiro movimentado se refere às atividades masculinas.

Atualmente, o desporto confronta-se com outra “crise”: a homossexualidade.

Em Março de 2011, Steven Davies tornou-se o primeiro jogador de críquete a assumir-se homossexual afirmando ao jornal Daily Telegraph que se sente “bem por ser como sou e é um verdadeiro alívio expressá-lo publicamente”.

Ainda em Março do mesmo ano, Anton Hysén revelou à revista Offside: “Sou jogador de futebol. E gay. Se estou em campo então não importa se gosto de mulheres ou de homens.”

Em Fevereiro de 2013, o futebolista americano Robbie Rogers assume ser homossexual e com isto abandona a profissão. “Durante 25 anos receei mostrar como realmente sou por causa do medo. (…) Medo que o meu segredo prejudicasse os meus sonhos. O sonho de ir ao Mundial, aos Jogos Olímpicos ou de fazer a minha família orgulhosa de mim.”, mas foi esse medo que conseguiu combater e agora afirma que “O meu segredo desapareceu, sou um homem livre e posso viver a minha vida como quem me criou pretendia.”.

Mais recentemente, em Abril deste ano, foi a vez do basquetebolista norte-americano da NBA Jason Collins “sair do armário”. Esta notícia foi tão mediática que Bill Clinton e até a Casa Branca congratularam o jogador que afirmou numa carta publicada na revista Sports Illustrated: “Sou pivô da NBA, tenho 34 anos. Sou negro. E sou gay”.

O desporto, como grande agitador de massas, estando cada vez mais abraçado à comunidade LGBT ajuda em muito a quebrar a barreira preconceituosa criada pela sociedade homofóbica.





Ser LGBT numa cidade pequena

Ser LGBT já não é fácil, mas sê-lo numa cidade pequena é ainda mais difícil. Numa cidade pequena toda a gente se conhece e é muito difícil passar despercebido. Todos sabem quem são os seus pais, os seus irmãos, onde estuda ou onde trabalha e, infelizmente, toda a gente tem tempo para comentar sobre a sua vida.

O primeiro passo para evitar a discriminação de ser LGBT numa cidade pequena é orgulhar-se de quem é e defender a sua liberdade sexual. Como sabe, vai ser impossível esconder dos olhares atentos as pessoas com quem namora, portanto, mais vale assumir e manter-se fiel à sua orientação.

Se tiver a coragem de se assumir e manter sempre a sua posição sexual, as pessoas vão começar a perceber, ainda que lentamente, que por mais que comentem não vão conseguir mudar quem é. Muitas destas pessoas conseguem até perceber quando uma pessoa é LGBT, antes da mesma o descobrir!

A sua força e determinação vão fazer com que as pessoas curiosas percam a força de criticar. Oponha-se e verá que pode vencer! Ser LGBT numa cidade pequena não é impossível, mas vai precisar de toda a sua coragem.

Para lidar com a discriminação:
  • Não se deixe abater – Use a discriminação para o tornar mais forte.
  •  Lute pelos seus direitos – Junte-se à comunidade LGBT e aprenda como pode lutar pelos seus direitos. Isto irá ajudá-lo a ser LGBT numa cidade pequena, pois vai ter mais consciência de como combater a discriminação.
  • Seja sempre fiel a si mesmo – Nunca mude nada na sua vida só porque alguém falou ou comentou, isso apenas dará azo a mais conversa.

sábado, 25 de maio de 2013

Casamento Homossexual

O casamento é um direito que todos os indivíduos possuem. No entanto, apesar de teórica e praticamente o casamento homossexual ser, em Portugal, aceite, várias são as pessoas que condenam este acto.

Por diversas razões o amor entre casais do mesmo sexo é considerado pecaminoso, seja por motivos religiosos, seja porque simplesmente afirmam que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Negar aos casais do mesmo sexo o acesso ao matrimónio representa uma discriminação baseada na orientação sexual.
Símbolo representativo do casamento homossexual.

Em Maio de 2010 o Presidente da República Portuguesa promulgou a lei que concedeu acesso ao casamento a todos os portugueses. Esta foi uma grande conquista para toda a comunidade LGBT portuguesa pois, de certa forma, acaba com algum tipo de preconceito e discriminação.

Tudo Vai Melhorar

Crescer não é fácil. Muitos jovens enfrentam diariamente as agressões típicas do bullying (quer agressões físicas quer verbais), fazendo com que se sintam sozinhos e sem ninguém ou um local a quem pedir ajuda. Isto é especialmente verdade em crianças e adolescentes LGBT, que muitas vezes reprimem a sua sexualidade com medo de serem vítimas de bullying. Sem nenhum adulto ou mentor assumidamente homossexual nas suas vidas, não conseguem imaginar o que o seu futuro pode reservar. Em várias situações,adolescentes e adultos LGBT, são gozados, ridicularizados ou, em casos mais extremos, agredidos, simplesmente por serem eles próprios. 

O “Projeto Tudo Vai Melhorar” foi criado para demonstrar aos jovens LGBT os níveis de felicidade, potencial e positivismo que as suas vidas podem alcançar, se conseguirem ultrapassar as dificuldades das suas vidas de adolescente.  

Em Setembro de 2010, nos Estados Unidos, o colunista e escritor Dan Savage criou um vídeo no YouTube juntamento com o seu companheiro, Terry Miller, para dar esperança aos jovens LGBT vítimas de violência. Isto surgiu como resposta ao número de estudantes que atentaram contra as suas próprias vidas após terem sido vítimas de bullying na escola. A intenção era criar um núcleo pessoal de apoiantes que, em todo o lado, pudessem dizer aos jovens LGBT que, sim, tudo vai melhorar.

Como contributos mundiais de relevância que aderiram ao “It Get’s Better Project” contam-se nomes como o Presidente dos EUA, Barack Obama, Lady Gaga ou Ellen DeGeneres entre muitos outros.  

Com este projeto, crianças, adolescentes ou jovens que sejam lésbicas, gays, bissexuais ou transsexuais podem ver como o amor e a felicidade poderão estar presentes nos seus futuros. 

Em Abril de 2012, o ativista Diogo Vieira da Silva, Vice-Presidente da CASA – Centro Avançado de Sexualidades e Afetos e responsável pelas questões LGBT, propôs à Direção da mesma, o desafio de contactar o “It Gets Better Project”, no sentido da criação do “Tudo Vai Melhorar”. A ideia foi aceite de imediato e a Associação CASA criou o Projecto. O jornalista Júlio Magalhães, os músicos Anjos, as apresentadoras de televisão Carolina Torres e Maria Botelho Moniz e José Castelo Branco estão entre as personalidades que já deram a cara pelo projeto, sendo que qualquer um o pode fazer.

Igreja Católica vs. Comunidade LGBT

Portugal é um país esmagadoramente católico, como tal dedico um post à posição da Igreja Católica face à homossexualidade. 
 
“A Igreja Católica estabelece a distinção entre orientação homossexual, que considera moralmente neutra, e comportamento homossexual, que considera pecaminoso. Por outras palavras, pode ser-se homossexual, desde que não se pratique.” Simplificadamente, o homossexual pode sê-lo desde que se abstenha sexualmente. 


Ser homossexual significa estar do outro lado do fosso, arredado da participação ativa na sua comunidade paroquial; significa estar segregado, marginalizado. 


Estamos certos que Deus não olhará para a homossexualidade como pecado. Deus ama todas as criaturas sem exceção! É de valorizar mais famílias heterossexuais que batem nos filhos ou que não são fiéis a famílias homossexuais que são unidas e que se amam? Não precisará a Igreja Católica de uma séria reforma que vise adaptar os seus conceitos àquilo que é a realidade atual? 


“A Bíblia, base da Igreja Católica, condena afincadamente a prostituição seja hetero ou homossexual.” No entanto, não se refere de nenhuma forma a relações homossexuais estáveis.


A maior “desculpa” usada pela Igreja para condenar a homossexualidade é a tão defendida procriação, aspeto sem dúvida essencial à sexualidade humana. Mas é também neste sentido que a Igreja condena a masturbação, a contraceção e as relações sexuais pré e extra conjugais.


A Igreja Católica também tem feito, de forma consciente, uma campanha para desculpabilizar as situações de pedofilia em diversas dioceses pelo mundo fora confundindo-as com homossexualidade. Na maioria dos comunicados sobre abuso sexual de menores a Igreja Católica indica como solução remover os padres homossexuais. Isto, no entanto, não resolve o verdadeiro problema, a pedofilia.


Para os interessados deixo aqui o endereço da Associação Novos Rumos, um site sobre e para os homossexuais católicos.


Fonte: http://portugalgay.pt/religiao/?id=1

 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Simplifica-se...

Incomoda-o ver dois homens beijarem-se? E se um deles for seu irmão? Estes são exemplos de perguntas do teste "Really Open", do Ministério da Justiça de Quebec, no Canadá.

Encontrei-o por acaso enquanto surfava pelas ondas da Internet e acho que é bastante interessante a forma como podemos colocar o tema LGBT em cima da mesa de uma forma tão simples e clara.

Através deste inquérito online são colocadas algumas questões relacionadas com situações de preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais e transexuais de forma a avaliar o comportamento do utilizador.

Realize o inquérito aqui, vale a pena.

Boa noite

segunda-feira, 4 de março de 2013

À conversa com... Rafael Eusébio




Rafael apresenta-se com um sorriso na cara revelador da sua forte personalidade. A sua boa disposição é realmente contagiante, mas, com certeza, há algo capaz de o deixar menos confiante de si próprio. 

 

“É de facto fascinante como um único ser humano se pode sentir atraído pelos dois sexos!

 

Rafael dos Santos Eusébio
Com apenas 15 anos Rafael Eusébio já se mostra apaixonado pela moda e pelo estilo que ele próprio gosta de criar, sempre inspirado “numa mulher que representa toda a comunidade de pessoas que adotaram o estilo Vintage, Lana del Rey”.

Este jovem assume-se publicamente como bissexual, independentemente de qualquer tipo de discriminação ou represálias que possa vir a sofrer tanto na sua vida pessoal como escolar. Começou a identificar-se com esta orientação quando começou a “socializar, através da rede social Facebook, com pessoas que possuíam orientações sexuais não heterossexuais” sendo que foi essencialmente graças a estas que ultrapassou a tarefa de se auto-assumir como tal. Rafael afirma que “foi muito importante para mim contactar com essas pessoas para perceber o pequeno grande mundo em que agora habito, perceber os perigos eminentes que corro”. Hoje em dia já se encontra no “mundo bissexual”, sendo que já teve envolvimentos com pessoas do mesmo sexo.

O adolescente procurou apoio numa prima mais velha que o ajudou a revelar-se à sua mãe, “uma tarefa muito dolorosa” que é hoje recompensada pelas conversas sem tabus que pode manter no ambiente familiar. No que toca aos amigos, todos receberam a notícia com alegria e apenas uma coisa mudou, “ganharam um respeito enorme por mim visto que para eles agora sou um exemplo de coragem e carácter”.

Neste momento, o jovem sente que a sociedade não o encara como o Rafael mas sim “o bissexual, a pessoa diferente, o rapaz que tanto beija rapazes como raparigas”. No entanto, “ser eu próprio é sentir uma liberdade dentro de nós que outrora sentira, é poder falar sem me preocupar com a opinião dos outros, é ser feliz à minha maneira e com as pessoas que gosto” mesmo que para isso seja preciso criar uma espécie de barreira entre si e o mundo. 

No registo escolar, Rafael assume que sofreu e sofre continuamente “bullying psicológico e verbal”. Apesar de difícil, “sigo em frente e não ligo, mas no fundo fico triste e revoltado”. Felizmente o jovem foi criando um núcleo unido de amigos que o defendem e ajudam diariamente a ultrapassar esta situação que a direção da Escola não consegue resolver. 

Para todos aqueles que passam por situações de bullying, “nunca se rebaixem em frente às pessoas que vos fazem passar por tudo isso” pois isso leva a que quem o pratica agrave e continue com a violência. Há pessoas que se mutilam como forma de ultrapassar a dor que sentem, Rafael já o fez e afirma que “não ajuda em nada, apenas leva a que se lembrem de tudo o que se passou ao olharem para as cicatrizes que nunca vão sair do corpo”.

A conversa avança para um tema polémico, o casamento homossexual, recentemente aprovado em Portugal. “O casamento é um dos acontecimentos que deve ser lembrado para sempre, seja homossexual ou heterossexual”. Rafael defende que todos os seres humanos têm direito a ser felizes ao lado da pessoa que amam pois “na prática os homossexuais e bissexuais são pessoas como todas as outras”. 

A adopção homoparental “como tudo na vida tem um lado negativo” uma vez que a criança poderá vir a sofrer de algum tipo de discriminação por ter dois pais ou duas mães. No entanto, “um pai ou uma mãe não é apenas o que gera um filho, mas também quem o educa, lhe dá amor e carinho”.
À comunidade LGBT Rafael deixa a mensagem de que “tudo vai melhorar, sejam vocês mesmos e não tenham vergonha do que são. Mostrem aquilo que de bom há em vocês, só isso é um grande passo para o sucesso”. 

Ser "diferente"



Cores da Bandeira que identifica a comunidade LGBT
Assumir a homossexualidade e a bissexualidade raramente é uma tarefa fácil. A sociedade parte do princípio que todos os seres humanos são heterossexuais mas essa não é a realidade. Talvez isto se deva em parte ao facto da religião incutir nos seres humanos a ideia de que Deus criou o homem e a mulher para que estes se unem e formem uma família. Esta ideia foi transmitida de geração em geração e hoje é ainda reduzido o número de pessoas que aceitam orientações sexuais não heterossexuais.

No entanto são cada vez mais as pessoas que mostram sem qualquer tipo de tabus o seu verdadeiro “eu”. Isto pode trazer, contudo, alguns problemas tanto a nível pessoal como profissional. A família e amigos podem reagir de forma menos positiva sendo que há casos de pessoas que são expulsas das suas casas e, em casos mais extremos, pessoas que não aguentam a pressão e cometem suicídio. Profissionalmente verificam-se casos de pessoas que não são aceites em empregos devido à sua orientação sexual.

Pessoalmente penso que pessoas com orientações sexuais ditas “diferentes” são exactamente iguais às heterossexuais. A orientação sexual não define nem nunca definirá o carácter das pessoas, define simplesmente a atracão por determinadas pessoas.

Por fim quero salientar que a homossexualidade não é, ao contrário do que muitos pensam, uma doença mas sim algo que nasce com a pessoa tal como ser destro ou esquerdino.

Para uma ajuda mais pormenorizada e profissional aconselho esta página.