Portugal é um país esmagadoramente católico, como tal dedico um post à posição da
Igreja Católica face à homossexualidade.
“A Igreja Católica estabelece a distinção entre orientação
homossexual, que considera moralmente neutra, e comportamento homossexual, que
considera pecaminoso. Por outras palavras, pode ser-se homossexual, desde que
não se pratique.” Simplificadamente, o homossexual pode sê-lo desde que se
abstenha sexualmente.
Ser homossexual significa estar do outro lado do fosso, arredado
da participação ativa na sua comunidade paroquial; significa estar segregado,
marginalizado.
Estamos certos que Deus não olhará para a homossexualidade como
pecado. Deus ama todas as criaturas sem exceção! É de valorizar mais famílias
heterossexuais que batem nos filhos ou que não são fiéis a famílias
homossexuais que são unidas e que se amam? Não precisará a Igreja Católica de
uma séria reforma que vise adaptar os seus conceitos àquilo que é a realidade atual?
“A Bíblia, base da Igreja Católica, condena afincadamente a
prostituição seja hetero ou homossexual.” No entanto, não se refere de nenhuma
forma a relações homossexuais estáveis.
A maior “desculpa” usada pela Igreja para condenar a
homossexualidade é a tão defendida procriação, aspeto sem dúvida essencial à
sexualidade humana. Mas é também neste sentido que a Igreja condena a
masturbação, a contraceção e as relações sexuais pré e extra conjugais.
A Igreja Católica também tem feito, de forma consciente, uma
campanha para desculpabilizar as situações de pedofilia em diversas dioceses
pelo mundo fora confundindo-as com homossexualidade. Na maioria dos comunicados
sobre abuso sexual de menores a Igreja Católica indica como solução remover os
padres homossexuais. Isto, no entanto, não resolve o verdadeiro problema, a
pedofilia.
Para os interessados deixo aqui o endereço da Associação
Novos Rumos, um site sobre e para os homossexuais católicos.
Fonte: http://portugalgay.pt/religiao/?id=1
Fonte: http://portugalgay.pt/religiao/?id=1
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