A atividade desportiva foi desde sempre associada aos homens másculos, inicialmente da Grécia, que corriam, lutavam e competiam para provar qual seria o melhor. Aqui o desporto era uma espécie de culto no qual os homens apreciavam os corpos uns dos outros, chegando a realizar encontros entre eles com a finalidade de se relacionarem fisicamente. As mulheres eram completamente postas de parte. Com o Cristianismo, as relações homossexuais começaram a ser vistas como um pecado, algo que não devia acontecer. Hoje em dia esta ideia ainda perpetua mas felizmente cada vez mais atenuada.
Foi uma grande conquista para as mulheres começarem a ser aceites no mundo desportivo. No entanto, pouco se fala em desporto feminino sendo que os grandes montantes de dinheiro movimentado se refere às atividades masculinas.
Atualmente, o desporto confronta-se com outra “crise”: a homossexualidade.
Em Março de 2011, Steven Davies tornou-se o primeiro jogador de críquete a assumir-se homossexual afirmando ao jornal Daily Telegraph que se sente “bem por ser como sou e é um verdadeiro alívio expressá-lo publicamente”.
Ainda em Março do mesmo ano, Anton Hysén revelou à revista Offside: “Sou jogador de futebol. E gay. Se estou em campo então não importa se gosto de mulheres ou de homens.”
Em Fevereiro de 2013, o futebolista americano Robbie Rogers assume ser homossexual e com isto abandona a profissão. “Durante 25 anos receei mostrar como realmente sou por causa do medo. (…) Medo que o meu segredo prejudicasse os meus sonhos. O sonho de ir ao Mundial, aos Jogos Olímpicos ou de fazer a minha família orgulhosa de mim.”, mas foi esse medo que conseguiu combater e agora afirma que “O meu segredo desapareceu, sou um homem livre e posso viver a minha vida como quem me criou pretendia.”.
Mais recentemente, em Abril deste ano, foi a vez do basquetebolista norte-americano da NBA Jason Collins “sair do armário”. Esta notícia foi tão mediática que Bill Clinton e até a Casa Branca congratularam o jogador que afirmou numa carta publicada na revista Sports Illustrated: “Sou pivô da NBA, tenho 34 anos. Sou negro. E sou gay”.
O desporto, como grande agitador de massas, estando cada vez mais abraçado à comunidade LGBT ajuda em muito a quebrar a barreira preconceituosa criada pela sociedade homofóbica.
Fonte: http://dezanove.pt/
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