É o "peso" dos amigos e da família que está em causa e é a presumível perda destes que os faz mentir e ocultar a verdade acerca deles próprios. Mostra-se tudo o que os outros gostam de ver, mas nãose mostra quem realmente se é ou se quer ser. O medo de ficar sozinho no meio da adolescência é terrível, o medo de ser abandonado é mortífero.
Pensa-se em matar-se porque se é "aberração", inútil, motivo de desgosto e alguns passam da teoria a prática e colocam termo a uma vida que os incrimina sem que estes tenham cometido um crime.
Tem que se manter aparências para ficar ou aderir a um grupo de amigos, tem que se abdicar dos sonhos, das ilusões e acaba-se sempre por cair na mais terrível das sensações que é estar só no meio de tanta gente que até pensam saber tudo sobre estas pessoas.
Tem-se sentimentos que se tenta apagar, entra-se em relações que só nos fazem mal e passa-se a pensar que a homossexualidade só pode ser vivida em silêncio e em encontros amorosos para assim saciar o desejo (sexo por sexo).
Tem-se crises em que não se quer ver ninguém, deixa-se de gostar de viver e passa-se a odiar o próprio ser por pertencer à comunidade LGBT. Se se sair numa noite estrelada e a contemplar não se pensa quantos "nadas" como a Terra existem a girar à volta da sua estrela. É assim que se sentem, um nada. E preocupam-se com a sociedade, com o vizinho, com os amigos?
Têm direito à vida, têm direitos, são Humanos e não devem ter medo de ficar sozinhos porque isso nunca acontecerá, só acontece nas suas cabeças enquanto descobridores deles próprios.
Portugal é um país liberal e só precisa de um empurrão para que todos sejamos iguais.

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